Detenho-me
a meio do caminho
e escuto.
Num extremo
aquele que fui grita-me:
Espera-me!
No outro,
aquele que serei sussurra-me:
Segue-me.
E a ponte, eterna,
não aguenta o peso dos três.
Original:
Me detengo
a mitad del recorrido
y escucho.
En un extremo
aquel que fui me grita:
¡Espérame!
En el otro,
el que seré me susurra:
Sígueme.
Y el puente, eterno,
no aguanta el peso de los três.
O poema explora a incerteza e a transição através da metáfora
da ponte envolta em nevoeiro. A névoa simboliza o desconhecido, enquanto a
travessia sugere um processo interior de mudança ou busca. O ambiente é
introspectivo e melancólico, convidando à reflexão sobre decisões e caminhos de
vida. A linguagem é simples mas evocativa, criando uma atmosfera densa que
reforça a ambiguidade e a fragilidade da experiência humana.


















.jpg)

%20dir.%20Andrzej%20%C5%BBu%C5%82awski.jpg)