Ainda te lembras de mim?
Ainda sabes de onde eu vim?
Quem sou esta que aqui estou?
Diz-me no meu olhar triste
Que alguma memória existe
E ainda sabes quem sou
Diz-me se ainda tropeço
Se me alegro se agradeço
Ou se ainda sei cantar
Recorda-me por favor
Alguma coisa o que for
que eu não consigo Lembrar
Vem comigo p'la cidade
Diz-me com sinceridade
Se tu te lembras de mim
Onde cresci e amei
Com quem vivi e me dei
Ou se a algo eu pus fim
Será que tu me conheces
Que o tempo passa e não esqueces
Quem eu fui e sou em fim
Oh meu doce coração
Diz-me se sabes ou não
Ainda te lembras de mim?
Siempre que me acuerdo de algo
Siempre lo recuerdo un poco diferente
Y sea como sea ese recuerdo
Siempre es verdad en mi mente
Y si mi alma se derrama
Y la falta de pasado es el olvido
Cuando muera solo pido
No olvidar lo que he vivido.
Só um "r" separa "carminho" de "caminho". Tudo na Arte de
Carminho é caminho. Por isso, neste deslumbrante "Memória" que ela e Rosalía
interpretam, as duas vozes provêm do mesmo lugar, da mesma procura. Aquilo não
é um dueto. É um monólogo a duas vozes. É connosco que elas falam. É a nós que
nos interpelam e convidam-nos a, também nós, deixarmos de ser escravos do
Tempo. Carminho propõe-nos a maior liberdade… que é a de ser… a de inteiramente
ser!
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