Não
me dás um sinal vou p'la marginal a olhar p'ro rio
Ouço
a rádio a dar e está a tocar o que nos uniu
Passo
pelo Chiado, história em todo lado, o que tremeu
Um
dia meu amado agora passado no Rossio.
Quer tu esqueças ou guardes
mais cedo ou mais tarde vais-te lembrar
Que fomos como Lisboa e se isto não soa bem,
então não sei
O que mais irá, o que mais virá.
Vimos esta paisagem como uma miragem, mas não foi
Ali
no miradouro das portas do Sol um nós surgiu
Canto
agora em Lisboa e mesmo que minta, diz se aí
Que
esta frase que digo de coração partido é p'ra ti.
E tu
estás cá ou estás fora um antes no agora em postal
Diz
não gostes de alguém que sonha p'ra além de Portugal.
A canção transforma Lisboa num símbolo vivo de um
relacionamento passado. A jovem cantora utiliza lugares marcantes da cidade,
como o Chiado, o Rossio e o miradouro das Portas do Sol, não apenas como
cenários, mas como pontos carregados de lembranças e emoções. Ao cantar “Que
fomos como Lisboa”, Nena sugere que o relacionamento, assim como a cidade, é
feito de camadas de história, nostalgia e uma beleza que resiste ao tempo,
mesmo depois do fim do amor.



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