"Discreto entre os grandes nomes da pintura francesa da
viragem do século XX, Henri Le Sidaner ocupa um lugar singular, na fronteira
entre o impressionismo tardio, o simbolismo e o intimismo. Pintor de mesas
postas em jardins, ruelas desertas e luzes crepusculares, construiu uma obra
paciente e contemplativa, onde a ausência de figuras humanas deixa todo o
espaço à atmosfera."
por
isso mais te via do que ao ter-te à minha frente.
Mas
sabia e sei que um dia não virás
que
até duvidarei se tu estiveste onde estiveste
ou
até se exististe ou se eu mesmo existi
pois
na dúvida tenho a única certeza
Terá
mesmo existido o sítio onde estivemos?
O poema explora a complexidade dos sentimentos humanos,
cruzando memória, desejo e consciência da passagem do tempo. A figura evocada
no título poderá representar uma presença marcante, associada à experiência
amorosa e à reflexão sobre a fragilidade das relações. O poema convida o leitor
a refletir sobre a distância entre o que se vive, o que se recorda e aquilo que
permanece.
Soy
un latido en la tierra, tal
vez un pájaro, un alma,
tal
vez un pájaro, un alma.
Soy
fantasia constante, la
voz, el eco y la tarde,
la
voz, el eco y la tarde.
A
donde grillos y estrellas se
vuelven una ilusión.
Soy un ayer y un mañana, sólo un perfume en el aire,
pañuelo
alegre en la zamba terron
agreste es mi carne
Y un
triste arrullo de urpila agita
mi corazón.
Y en
las alas de una nube micorazon
alza vuelo
Y en
la flor de una esperanza baila
un malambo de fuego,
baila
un malambo de fuego.
Cuando
en mis párpados arden las
rubias trenzas del Sol.
hachando
el monte del tiempo desgajo
rima y poesía
tiernas
plegarias que anidan en
alas algún silencio,
en
alas algún silencio.
Tierra
desde el sentimiento por
donde va mi ilusión.
Y en
las alas de una nube mi
corazón alza vuelo
Y en
la flor de una esperanza baila
un malambo de fuego,
baila
un malambo de fuego.
Cuando
en mis párpados arden las
rubias trenzas del Sol.
Soy
un latido en la tierra, tal
vez un pájaro, un alma
tal
vez un pájaro, un alma.
Voz y guitarra en una sublime sinfonía del alma, belleza en
su máxima pureza. "Soy de la tierra", obra perteneciente a Horacio
Banegas, gran autor
santiagueño.Presenta la magia de
la guitarra Ayacuchana.
The painting depicts
women in soft, flowing fabrics spending time by the water alongside a peaceful
family of swans. It shows the artist’s refined use of colour, delicate lighting
and elegant composition. Soft tones create a harmonious atmosphere, while the
gentle interplay of light and shadow enhances the scene’s intimacy. Bunny’s
characteristic sensitivity to beauty transforms an ordinary moment into
something poetic and timeless.
O mundo do trabalho está a mudar. Durante muito tempo, a
produtividade e os resultados estiveram no centro das organizações. Hoje,
cresce a preocupação em conciliar desempenho com bem-estar, dignidade e
desenvolvimento pessoal.
Humanizar o trabalho significa reconhecer que, por detrás de
cada função, existe uma pessoa com capacidades, emoções, necessidades e
expectativas. Não significa diminuir a exigência, mas criar condições para que
o profissional possa realizar o seu trabalho com responsabilidade, autonomia e
equilíbrio.
A expansão da inteligência artificial e da automação torna
esta questão ainda mais importante. À medida que muitas tarefas são realizadas
pela tecnologia, ganham valor competências essencialmente humanas, como a
criatividade, a empatia, o pensamento crítico, a comunicação e a capacidade de
trabalhar em equipa.
Também as relações dentro das organizações estão a mudar.
Modelos de liderança mais participativos, baseados na confiança, na autonomia e
no reconhecimento, tendem a substituir formas excessivamente hierárquicas de
gestão. A flexibilidade e os modelos híbridos reforçam igualmente a necessidade
de encontrar um equilíbrio saudável entre vida profissional e pessoal.
It captures a peaceful
moment of domestic pleasure and quiet amusement. The painting portrays children
absorbed in reading, suggesting the delight of discovering an engaging story.
Kaulbach’s careful attention to facial expression, clothing, and surrounding
details creates an intimate, lifelike atmosphere. The artwork celebrates
literature as a source of happiness and imagination.
O poeta recorre à referência ao sábio grego para explorar a
relação entre conhecimento, experiência e descoberta. A alusão científica
transforma-se numa reflexão sobre a capacidade humana de compreender a realidade
através da observação e da prática. O título sugere que uma experiência
concreta pode revelar princípios universais, mas também questiona os limites da
razão. Com ironia e concisão, o poeta aproxima ciência e poesia, mostrando como
o pensamento pode iluminar o quotidiano e a existência humana.
The painting presents a
quiet scene of everyday rural life. The postman appears as a familiar figure
moving through the village, carrying letters that connect this peaceful
community with the wider world. The composition emphasises simplicity, routine
and human interaction, while the surroundings create a warm, intimate
atmosphere. Natural light and carefully observed details enhance the painting’s
realism.
O poema apresenta a nudez como metáfora da verdade interior e
do mistério humano. O sujeito poético contempla uma figura que, apesar de
despojada, permanece desconhecida. O corpo transforma-se numa «longa resposta»,
mas também numa barreira, simbolizada pelo «disfarce de aço» e pelas «mil
muralhas». O contraste entre vulnerabilidade e defesa revela a dificuldade de
conhecer verdadeiramente o outro. A repetição de «Hoje não» reforça o silêncio,
a distância e a aceitação momentânea do mistério.
The painting captures
the luminous beauty of the Belgian countryside through a vibrant,
impressionistic vision. Golden haystacks dominate the landscape, glowing
beneath warm sunlight and surrounded by soft green fields. Claus uses loose brushstrokes
and shimmering colours to convey the changing effects of natural light. The
scene feels peaceful and harmonious, celebrating rural life without idealising
it excessively. The bright atmosphere, open composition, and delicate contrasts
between yellow, green, and blue create a joyful sense of summer abundance.
Floribunda, minha querida, vim desligar-te das
máquinas.
Tens aqui duas bolachas e um sumo para o
caminho.
Não havia de pêra como tu querias,
se bem que lá em cima (ou em baixo, conforme)
pouco importa.
Ouvi dizer que sobre a alma tens um calhau e
sobre o
calhau um balde de tinta
que te
pinta de pobre e te julga inútil.
Sempre
foste um mau negócio.
Permaneces
igual.
Estragaste
o autoclismo cá do sítio
como
estragavas os meus dias de folga.
Mas nada
te toca.
Moldas em
vão estas cruzes de espera.
Na apatia
dos crepúsculos,
o Inverno
inventa a tua última palavra.
Escuta.
É por ti
que os grilos cantam
e a noite
se prepara para regressar
no
interior das gavetas.
O poema de Golgona Anghel, confronta o leitor com uma relação
marcada pela fragilidade, pela doença e pela proximidade da perda. A expressão
«desligar-te das máquinas» adquire um forte valor simbólico, sugerindo
simultaneamente despedida, compaixão e libertação. O tratamento íntimo de «minha querida» contrasta com
a dimensão técnica das «máquinas», revelando a tensão entre humanidade,
sofrimento e inevitabilidade.
"As poças d'água espelham o movimento lento das nuvens
passageiras, enquanto narcisos selvagens balançam à beira do caminho. Um cervo
repousa no trevo alto, a luz do sol filtra-se suavemente pelas folhas novas, e
a chuva mansa deixa caminhos cintilantes sob flores cor-de-rosa e campos
dourados. Nas horas calmas, alguém caminha sob um guarda-chuva, enquanto outro
folheia lentamente um livro em um banco de madeira entre as flores, à medida
que o crepúsculo se suaviza em tons de laranja e violeta.
Que essas cenas e cores serenas tragam uma pausa suave ao seu
dia e lhe ofereçam um momento de descanso e paz."
The painting presents a
mysterious female figure associated with the sea, blending beauty, fantasy, and
melancholy. The maiden appears immersed in an atmospheric marine setting, where
soft light and subdued colours create an otherworldly mood. The painting
reflects the Victorian fascination with mythology and supernatural themes,
transforming the sea into a symbolic realm of enchantment, mystery, and
emotional longing.
O poema utiliza o humor negro, o sarcasmo e o tom
confessional para ironizar as exigências do mercado literário e da sociedade
contemporânea (marcada pelo imperativo da positividade, do bem-estar
obrigatório e da biopolítica). O Eu Lírico confronta a expectativa de que a
poesia deve entreter e ser "alegre" ou leve, contrapondo-a à
realidade crua dos afetos, dos humores do corpo e do descontentamento
existencial.
It captures a tranquil
Mediterranean afternoon through soft, luminous colours and relaxed forms. The
painting evokes the warmth and leisure of Saint-Tropez, with figures resting
peacefully within a sunlit outdoor setting. Influenced by Impressionism and
Post-Impressionism, he transforms an ordinary moment of rest into a poetic
celebration of summer, nature and the quiet pleasures of everyday life.
mas,
se quiserem, posso escrever uma lista com nomes e camas.
Sou
bem capaz de molhar o pezinho na história da barbárie,
condecorar
o medo,
cortar-me
a mão com que limpo as feridas
de
uma civilização em queda.
Posso
perfeitamente
ir
afiando o gume da esperança
com
a flor branca de um cancro.
Sou,
em definitivo, este comediante de rua
que
serve a desconhecidos,
em
copos pequenos,
a
medida certa da sua agonia.
Descobre
sonhos
onde
outros só encontram coelhos.
Hoje,
por exemplo, quando tirou as luvas,
viu
que lhe faltavam os dedos.
O poema explora a dificuldade de transformar a experiência em
narrativa. O poema revela uma voz poética desconfiada da linguagem, como se
contar significasse simplificar ou trair aquilo que foi vivido. Entre a
memória, o silêncio e a fragmentação, constrói-se uma reflexão sobre os limites
da palavra.