Que
eu sempre tive tenção de o
pôr de onde o tirei
Porque
secaram morena os
cravos do teu balcão?
Não
foi de sede foi pena da
minha última ilusão!
Se
sim ou não eu te quero, bem
no vês no meu olhar
O
amor quando é sincero bem
se diz sem se falar,
Se sim ou não eu te quero, bem no vês no meu olhar.
Um grupo original que transforma cada concerto numa festa,
cada música num ritual sonoro, com a visão das nossas tradições, aliada a uma
incessante procura do que está para além de uma melodia ou letra cantada por
anciões. Muito agradável.
The painting presents a
tranquil Norwegian coastal scene. Created by Hans Gude & Adolph Tidemand, it
depicts a wooden jetty extending into calm water beneath a luminous sky. The
composition balances human presence with the surrounding landscape, celebrating
everyday coastal life while highlighting the beauty, stillness, and expansive
character of Norway’s shoreline in a mood of quiet harmony and timeless
contemplation.
A
máquina de lavar pergunta-me, é roupa normal ou delicada?
Francamente,
roupa limpa é o que eu quero.
E é
tudo assim,
já
nem falo dos telemóveis.
Eu
sei ligar a luz da lâmpada ao lado da cadeira,
onde
um livro me espera, mas é tudo.
Ah
sim, e sei riscar um fósforo e fazer lume.
Tradução de A.M.
Original:
The television has two instruments
that control it.
I get confused.
The washer asks me, do you want
regular or delicate?
Honestly, I just want clean.
Everything is like that.
I won’t even mention cell phones.
I can turn on the light of the lamp
beside my chair
Where a book is waiting, but that’s
about it.
Oh yes, and I can strike a match and
make fire.
A voz poética reflete sobre a simplicidade dos gestos humanos
e o valor de agir dentro dos próprios limites. A autora sugere que não é
necessário realizar feitos grandiosos para dar sentido à vida; basta observar,
apreciar e cuidar do mundo que nos rodeia. O poema transmite humildade,
gratidão e ligação à natureza, temas centrais na obra de Oliver. A linguagem
simples reforça a ideia de que a verdadeira sabedoria nasce da atenção ao
quotidiano e à beleza comum.
con
algún hei de casar heime de adornar de flores.
Xa
levaches um cabazo, dous ou três has de levar
xa
verás que non has de achar, que non has de achar com quen casar.
Non
has de achar com quen casar, non has de achar com quen casar. (non has)
Ti non has
de achar com quen casar, non
has de achar com quen casar. (verás)
Teño
dous e teño três e contigo cuatro amores
con
algum hei de casar se me marchan as calores.
Xa
levaches dous cabazos, três ou cuatro has de levar
xa
verás que non has de achar, que non has de achar com quen casar.
Teño
três, eu teño cuatro e contigo cinco amores
con
algum hei de casar para que choren os señores.
Xa
levaches três cabazos, cuatro ou cinco has de levar
xa
verás que non has de achar, que non has de achar com quen casar.
E
levei cinco cabazos, seis ou sete hei de levar
levarei
seis, sete, oito, nove ou dez ou inda mais.
O artista galego Mondra presentou o seu novo álbum, De Ronda,
un traballo que el mesmo define como "máis autoral, máis coral e máis conectado
coas experiencias da mocidade".Mondra
é claro sobre o espírito do disco: "Queremos que as cancións soen a hoxe, pero
están feitas con instrumentación doutra época: frautas, acordeóns, ventos…".
A música tradicional convértese no punto de partida de cada
canción: "Moitas veces partimos dunha melodía tradicional ou dun arquivo sonoro
antigo, dunha muller cantareira. Outras veces, dunha idea ou dunha historia".
The painting presents a
young woman poised between two contrasting paths: the spiritual seclusion of
the convent and the attractions of worldly life. Rich in symbolism, the
painting reflects Victorian concerns with faith, duty, and personal choice.
O eu lírico recorda um amor juvenil marcado pela distância e
pela solidão. A imagem do nome escrito a giz no quadro negro sugere um
sentimento proibido ou reprimido, comparado a um "erro ortográfico do coração",
metáfora que associa o amor à transgressão. O "castigo" surge simbolicamente no
muro do recreio e na obrigação de permanecer só, representando as barreiras
emocionais e sociais que impedem a aproximação e intensificam a dor afetiva.
As Cantadeiras de Campo do Gerês são um grupo musical
tradicional e polifónico que preserva e divulga as canções do Cancioneiro
Geresiano, uma herança cultural que se mantém viva há décadas através do canto
e a transmissão oral de geração em geração. O Coro dos Anjos é um coro do
bairro dos Anjos (Lisboa) que trabalha a música de raiz portuguesa ancestral e
dos novos tempos, abraçando criações próprias; com um forte cariz na
intervenção social, ao mesmo tempo que tenta resgatar o espírito comunitário e a
regeneração cultural através da música.