No poema, Ana Pérez Cañamares transforma o fim do dia em fim da
vida, numa revelação íntima. O aproximar da noite prevê a morte e permanece a
necessidade de manter a fé.
Among the Spring
Blossoms by Fanny Brate describes a woman gathered beneath flowering trees,
immersed in the freshness of spring. Soft sunlight filters through pale
blossoms, casting a gentle glow across her face and clothing. Brate captures a
moment of lost innocence, natural companionship, and seasonal renewal.
"Sexo, Violencia y Llantas" é a faixa de abertura
do álbum "Lux" de Rosalía, que apresenta de forma clara o principal
conflito do disco: a tensão entre o desejo pelos prazeres e dores do mundo
físico e a busca por uma dimensão espiritual mais elevada.
Logo no início, o verso "Quién pudiera vivir entre los dos /
Primero amaré el mundo y luego amaré a Dios" ("Quem pudesse viver entre os dois
/ Primeiro amarei o mundo e depois amarei a Deus") deixa evidente essa
dualidade. Rosalía sugere que a experiência terrena é um passo necessário antes
da busca pelo divino, estabelecendo uma ordem de prioridades que parte do
concreto para o espiritual.
A letra constrói dois universos opostos. O primeiro,
representado por "sexo, violencia y llantas (pneus?)" e "deportes de sangre, monedas en
gargantas" ("desportos sangrentos, moedas nas gargantas”), retrata um cotidiano
intenso, industrial, materialista e até brutal, dominado pelo desejo, pelo risco e pelo
dinheiro. O segundo universo, com "destellos, palomas y santas" ("clarões,
pombas e santas"), traz imagens de pureza e espiritualidade.
O trecho "la gracia y el fruto y el beso de la balanza" ("a
graça, o fruto e o beijo da balança") sugere equilíbrio e recompensa
espiritual, reforçando o tema do álbum de buscar harmonia entre extremos. O
contexto do álbum, que mistura espiritualidade e orquestra
sinfónica, amplia essa busca por transcendência.
Só um "r" separa "carminho" de "caminho". Tudo na Arte de
Carminho é caminho. Por isso, neste deslumbrante "Memória" que ela e Rosalía
interpretam, as duas vozes provêm do mesmo lugar, da mesma procura. Aquilo não
é um dueto. É um monólogo a duas vozes. É connosco que elas falam. É a nós que
nos interpelam e convidam-nos a, também nós, deixarmos de ser escravos do
Tempo. Carminho propõe-nos a maior liberdade… que é a de ser… a de inteiramente
ser!
It captures a young
woman on the threshold of change. Seated at a railway station, elegantly
dressed in black, she clutches a parasol and handbag while luggage waits
nearby. Her expression blends anticipation, uncertainty, and quiet resolve.
Around her, bustling figures and a watchful admirer hint at a world in motion.
Boks renders the scene with warm realism, transforming an ordinary departure
into a poignant meditation on independence, transition, and possibility.
Set in the fictional
state of Tomainia, the film follows two parallel figures: a tyrannical
dictator, Adenoid Hynkel, and a humble Jewish barber who is mistaken for him.
Through this duality, the story unfolds as a satire of totalitarian power and
blind obedience.
This song is the finale
of a specially commissioned one-off documentary called ‘Ceol na nGael’, which
marks 50 years of RTÉ Raidió na Gaeltachta, and the remarkable role it played
in preserving and showcasing Irish music tradition for future generations.National treasure Mairéad Ní Mhaoinigh
explores the role the station has played in shaping her own career as a
musician – and that of many other musicians of her generation and beyond.
The painting captures a
tranquil rural scene in late autumn. A group of labourers gathers in an
orchard, pressing apples into cider, surrounded by soft golden light and muted
earth tones. Macbeth’s impressionistic style
conveys atmosphere and quiet industry, reflecting Victorian ideals of pastoral
life, community, and seasonal rhythms.
Vinham de longe, arrastados pelos ventos, e escondiam
nas mãos um punhado de areia fina para não esquecerem
o cheiro dos desertos. Subiram à montanha e,
com um ramo quebrado, puseram-se a riscar o contorno
do lago e os caminhos tortuosos das primeiras margens.
A água fascinava-os, como aos cavalos que traziam
alados e sem crinas para chegarem mais cedo.
Nessa noite acamparam no vale. Assaram um veado. Beberam
ás mulheres que haveriam de ter. e adormeceram
mais longe do céu.
Sonharam com o fogo para não terem de cortar o trigo.
De manhã, a planície estava ainda mais plana.
O poema reflete sobre a fragilidade das relações humanas e a
incapacidade de comunicação autêntica. Os "bárbaros" simbolizam a indiferença
emocional e a violência subtil presente no quotidiano. A linguagem contida
intensifica o sentimento de distanciamento e desencanto. Há uma crítica à
superficialidade dos afetos e à erosão da empatia. O tom melancólico revela uma
consciência aguda da solidão contemporânea, onde o outro surge como ameaça ou
ausência, mais do que como possibilidade de encontro verdadeiro.
Mr. Sandman, bring me a
dream (bung, bung, bung, bung)
Make him the cutest
that I've ever seen (bung, bung, bung, bung)
Give him two lips like
roses and clover (bung, bung, bung, bung)
Then tell him that his
lonesome nights are over
Sandman, I'm so alone
(bung, bung, bung, bung)
Don't have nobody to
call my own (bung, bung, bung, bung)
Please turn on your
magic beam
Mr. Sandman, bring me a
dream.
Mr. Sandman, I'm so
alone
Don't have nobody to
call my own
Please turn on your
magic beam
Mr. Sandman, bring me a
dream.
"Mr. Sandman"
is a popular song written by Pat Ballard and published in 1954. It was first
recorded in May of that year by Vaughn Monroe and his orchestra and later that
year by The Chordettes and the Four Aces. The song's lyrics convey a request to
"Mr. Sandman" to "bring me a dream" – the traditional
association of the folkloric figure (but in this context the meaning of dream
is more akin to 'dreamboat'). The pronoun used to refer to the desired dream is
often changed depending on the sex of the singer or group performing the song,
as the original sheet music publication, which includes male and female
versions of the lyrics, intended.
Emmylou Harris's
recording of the song was a hit in multiple countries in 1981. Other versions
of the song have been produced by Chet Atkins (1954) and Bert Kaempfert (1968).
The painting describes
a romantic scene set amid serene mountain scenery. A finely dressed couple
stands in gentle conversation, surrounded by lush greenery and distant Alpine
peaks. The composition balances human intimacy with the grandeur of nature,
emphasizing harmony between figures and landscape.
O poema explora a incerteza e a transição através da metáfora
da ponte envolta em nevoeiro. A névoa simboliza o desconhecido, enquanto a
travessia sugere um processo interior de mudança ou busca. O ambiente é
introspectivo e melancólico, convidando à reflexão sobre decisões e caminhos de
vida. A linguagem é simples mas evocativa, criando uma atmosfera densa que
reforça a ambiguidade e a fragilidade da experiência humana.
If you hate AI, you'll need to rethink your position. What happens when
Ludwig van Beethoven meets a laid-back reggae groove? "Moonlight Reggae" reimagines the spirit of the Moonlight Sonata in a calm, cinematic atmosphere. Inspired
by vintage retro film posters and the poetic vision of Jules Verne, this video
blends moonlight, nostalgia and smooth rhythm into a dreamy journey between
Bonn and the cosmos.
It portrays a young
woman accused of infanticide being transported by train, guarded by Civil
Guards. Slumped in despair, she embodies shame and social condemnation. The
muted palette and stark realism heighten the emotional gravity, while the
confined space emphasizes her isolation. Sorolla departs from his luminous
beach scenes here, offering a sober critique of injustice, poverty, and the
harsh treatment of marginalized women in 19th-century Spain.
Rod Steiger, Omar
Sharif, Tom Courtenay, Geraldine Chaplin and Julie Christy, 1965. Let's remember! Lieutenant General
Yevgraf Zhivago searches for the daughter of his half-brother Dr. Yuri Zhivago
and Larissa ("Lara") Antipova. Yevgraf believes a young dam worker,
Tanya Komarova, may be his niece and explains to her why.
Era dia de meu aniversário e ela não sabia o que me
presentear.
Fazia tempo que os mascates não passavam naquele lugar
esquecido.
Se o mascate passasse a minha mãe compraria rapadura
Ou bolachinhas para me dar.
Mas como não passara o mascate, minha mãe me deu um rio.
Era o mesmo rio que passava atrás de casa.
Eu estimei o presente mais do que fosse uma rapadura do
mascate.
Meu irmão ficou magoado porque ele gostava do rio igual aos
outros.
A mãe prometeu que no aniversário do meu irmão
Ela iria dar uma árvore para ele.
Uma que fosse coberta de pássaros.
Eu bem ouvi a promessa que a mãe fizera ao meu irmão
E achei legal.
Os pássaros ficavam durante o dia nas margens do meu rio
E de noite eles iriam dormir na árvore do meu irmão.
Meu irmão me provocava assim: a minha árvore deu flores
lindas em setembro.
E o seu rio não dá flores!
Eu respondia que a árvore dele não dava piraputanga.
Era verdade, mas o que nos unia demais eram os banhos nus no
rio entre pássaros.
Nesse ponto nossa vida era um afago!
O poema (tão belo!) valoriza a imaginação infantil e a relação íntima com
a natureza. O "ganhar um rio" simboliza liberdade, riqueza subjetiva e
criatividade, em contraste com valores materiais. O rio torna-se extensão do
menino, sugerindo pertença e fusão com o mundo natural, característica marcante
da obra do autor.
The painting describes
a serene riverside scene with an elegantly dressed woman gliding along the
Thames in a flat-bottomed boat. Soft, diffused light reflects on the water,
while lush greenery frames the composition. The atmosphere feels leisurely and
refined, evoking late 19th-century leisure culture.
Morreste-nos. Deixa lá, como dizia o António Lobo Antunes "Ninguém sabe o que é a morte, mas não faz muita diferença
porque também nunca sabemos o que é a vida." Obrigado.
Cresceu nas pedras, falou sozinho com a voz de relento
Soube do sabor da morte, da sorte e do vento.
Cresceu calado, dormiu sozinho na terra batida
Marchou descalço no pó dos caminhos da vida.
Guardou os rebanhos dos lobos à chuva e ao frio
Suou tardes de terra dura na ponta do estio.
Comeu do pão magro, da magra soldada
Largou a enxada, largou o noivado
Largou p´ra cidade mais perto para um pão mais certo.
Malhou no ferro, abriu trincheiras, estradas, sonhou.
Andou no mato perdeu a infância. Matou.
Marchou caldo, dormiu sozinho na terra batida
Caiu descalço no pó dos caminhos da vida.
E os lobos lá longe e as asas de abutre sem cara
E o medo na tarde, na farda, no corpo, na arma.
Soldado na morte, do mato no norte
Na sorte do vento, no fogo da terra
Nascido descalço, crescido nas pedras
Dormido sozinho, no pó do caminho.
Enxada, pão magro, relento, soldado
Na ponta do estio e o medo na tarde
E os lobos lá longe e as asas de abutre sem cara.
A canção tem uma atmosfera intensa, explorando sentimentos de
identidade, solidão e resistência. A metáfora dos lobos sugere luta e
sobrevivência num mundo adverso, enquanto "ninguém" evoca anonimato e
invisibilidade.
You've broken the speed of the sound
of loneliness
You're out there running just to be
on the run.
Well, I got a heart that burns with a
fever
And I got a worried and a jealous
mind
How can a love that'll last forever
Get left so far behind.
It's crossed the evil line today
Well, how can you ask about tomorrow
We ain't got one word to say
You're out there running just to be
on the run.
John Prine wrote it about the
dissolution of his marriage to Rachel Peer.This is a poignant
express of a couple in great pain. Great sadness, and still yet great beauty.