La
primera vez que lo oigo y válgame Dios que bonito
Señores
que son es este, señores el fandanguito
Hiza
la vela, hiza la vela, hiza la vela,
Golpe
de mar, golpe de mar, barquito de vela
Dile
a mi bien para donde me lleva
Si
para España o para otra tierra
Por
navegar, por navegar mar para fuera.
No
Me oyeras decir que yo me pesaré molto
No
dudes que si acierto ya no puedo vivir
Entonces
oirás decir murió el rey de los amores
Me
va a enterrar ya no llores
Entonces
Oirás decir murió el rey de los amores
Me
van a enterrar no llores que voy a descansar
No
dejes nunca de regar sobre mi tumba mis flores.
El Fandanguito is a traditional Son Jarocho from
Tlacotalpan, Veracruz, Mexico. It took me a while to realize that they were not
Mexicans, but the whole spirit it was.This is very strange, apart from the lyrics,
there is nothing from 'el Fandanguito'. Many reasons to mirror beauty.
The painting presents
an elegant Victorian scene. Set against the historic architecture of Walmer
Castle (only in the title), the painting combines aristocratic portraiture with a picturesque
outdoor setting. The figures are dressed in fashionable, refined clothing,
their graceful poses conveying both intimacy and social distinction. Perugini’s
delicate handling of colour, light and texture creates a serene atmosphere,
while the hidden castle walls provide a dignified historical backdrop to the
composition.
O poema expressa a intimidade e a solidão do poeta, que
encontra refúgio na casa materna durante um tempo de chuva. A lembrança da mãe
a costurar e a ouvir a chuva é bela e triste. A minha mãe que-Deus-tem também sentia a chuva, assim.
A conclusão central do poema "Ausência" de Vinícius
de Moraes é um profundo paradoxo sobre a natureza do amor: a verdadeira posse
não reside na presença física ou na união carnal, mas sim na capacidade de
idealização e na aceitação da ausência. O eu lírico, sentindo-se
"eternamente exausto" e incapaz de oferecer um amor convencional sem
contaminá-lo com as suas mágoas passadas, opta pela renúncia. Ele eleva o
sentimento a um plano estético e espiritual, onde a pessoa amada se torna uma
fonte de "fé" e inspiração que ameniza sua existência marcada.
Eu
deixarei que morra em mim o desejo de amar os teus olhos que são doces
Porque
nada te poderei dar senão a mágoa de me veres eternamente exausto.
No
entanto a tua presença é qualquer coisa como a luz e a vida
E eu
sinto que em meu gesto existe o teu gesto e em minha voz a tua voz.
Não
te quero ter porque em meu ser tudo estaria terminado.
Quero
só que surjas em mim como a fé nos desesperados
Para
que eu possa levar uma gota de orvalho nesta terra amaldiçoada
Que
ficou sobre a minha carne como uma nódoa do passado.
Eu
deixarei... tu irás e encostarás a tua face em outra face.
Teus
dedos enlaçarão outros dedos e tu desabrocharás para a madrugada.
Mas
tu não saberás que quem te colheu fui eu, porque eu fui o grande íntimo da
noite.
Porque
eu encostei minha face na face da noite e ouvi a tua fala amorosa.
Porque
meus dedos enlaçaram os dedos da névoa suspensos no espaço.
E eu
trouxe até mim a misteriosa essência do teu abandono desordenado.
Eu
ficarei só como os veleiros nos pontos silenciosos.
Mas
eu te possuirei como ninguém porque poderei partir.
E
todas as lamentações do mar, do vento, do céu, das aves, das estrelas.
Serão
a tua voz presente, a tua voz ausente, a tua voz serenizada.
No desfecho, a solidão não é vista como uma derrota, mas como
uma condição necessária para uma forma superior de união. Ao abrir mão da
realidade compartilhada e aceitar que a amada viverá outros amores, o poeta
absorve a essência dela através do universo — o mar, os céus e as estrelas.
Essa abstração permite que ele a "possua mais do que ninguém", pois
transforma a voz ausente na voz presente e eternamente serenizada da sua
própria alma, garantindo que o amor sobreviva e se eternize precisamente porque
não foi consumado.
Marianne von Werefkin’s
Man with Flock of Sheep presents a solitary shepherd guiding his animals
through a rural landscape. Painted in an expressive, simplified manner, the
scene relies on strong contours, vivid contrasts and stylised forms rather than
naturalistic detail. The sheep form a rhythmic group across the landscape,
while the human figure appears integrated with his surroundings. Darker tones
and dramatic shapes lend the composition a contemplative, slightly melancholic
atmosphere. The work reflects Werefkin’s interest in transforming everyday
rural life through Expressionist intensity and symbolism.
se
não sabes que te afundas e contigo vai o mundo,
se
não mordes, se não escutas
o
rasgar das térmitas,
se
te escondes, se vais atrás
do
aplauso dos palermas,
se
ao passar essas portas
baixas
a cabeça ou pedes caramelos ou desculpas,
se
já no matadouro te resignas
e
não te cagas cem mil vezes nos seus mortos,
para
que porra escreves,
a
quem queres servir,
a
quem pretendes enganar?
Tradução
de A.M.
Original:
Si
no sientes que tus pies
levantan
el polvo de todos los caminos,
si
no sabes que te hundes y contigo el mundo,
si
no muerdes, si no escuchas
el
rasgar de las termitas,
si
te escondes, si corres al aplauso de los gilis,
si
al pasar por esas puertas
agachas
la cabeza o pides caramelos o disculpas,
si
ya en el matadero te resignas
y no
te cagas cien mil veces en sus muertos,
para
qué coño escribes,
a
quién quieres servir,
a
quién pretendes enganar?
«Poética final», de Manuel Moya, através da heterónima
Violeta C. Rangel, apresenta uma reflexão sobre o próprio ato de escrever e
sobre os limites da poesia. O poema assume um tom de balanço e despedida,
sugerindo que a palavra poética nasce da experiência, mas também da consciência
da sua insuficiência. O título reforça essa dimensão conclusiva: escrever
torna-se uma forma de enfrentar o tempo, a perda e o inevitável fim.
The painting presents
an elegant young woman selecting flowers from a richly arranged nosegay.
Dressed in a refined white gown, she bends attentively towards the blossoms,
her delicate posture conveying grace and quiet concentration. Perugini
surrounds her with luxuriant flowers, creating a harmonious dialogue between
feminine beauty and nature. The carefully rendered details and serene mood
reflect the Victorian fascination with elegance, refinement and domestic
beauty.
por
cima dos sonhos, ao romper dia, quando o vento
fresco
interroga os pássaros, os meus
mestres
falam por sussurros.
Consigo
ouvir a sua voz trêmula.
O poema apresenta os mestres não como figuras perfeitas e
distantes, mas como presenças frágeis, humanas e silenciosas. Em contraste com
Goethe e Horácio, símbolos da grandeza literária, os verdadeiros mestres do
sujeito poético pedem-lhe conselhos e comunicam através de sussurros. A imagem
dos sobretudos sobre os sonhos e do vento que interroga os pássaros cria uma
atmosfera de delicadeza e mistério. A sua voz trémula sugere que a sabedoria
nasce também da dúvida, da vulnerabilidade e da escuta atenta.
Menci Clement Crnčić (1865-1930)
was a Croatian painter, printmaker, teacher and museum director. He is among
the founders of modern Croatian painting, contributing greatly to its
development. He promoted landscape painting, mainly seascapes, using light,
colour, and soft strokes in an impressionist style. He was the founder of
modern Croatian graphic art and played an important role in teaching several
generations of Croatian painters. Here, we can see two examples of his art.
O poema constrói-se a partir de associações paradoxais sobre
a ideia de pertença. As casas, os países, os filhos, as viagens e as
fotografias parecem pertencer precisamente a quem deles está afastado. Esta
inversão cria uma reflexão sobre o desejo, a ausência e a distância entre
possuir e experimentar. A repetição da estrutura sintática dá ritmo e reforça o
efeito de estranheza. No verso final, a solidão surge como condição paradoxal
do amor, revelando que aquilo que se deseja pode pertencer sobretudo a quem
dele está privado. A pintura é de Edvard Munch, Two Human Beings (The Lonely Ones).
to remind you how I still love you, I
still love you.
According to John Reid,
Freddie Mercury wrote "Love of My Life" about David Minns. Minns was
a man that Freddie was having an affair with behind Mary Austin's back between
1975 and 1978.
It portrays a young
couple sharing an intimate moment with their newborn child in a modest rural
interior. The mother tenderly nurses the baby while the father sits beside her,
his expression combining pride, concern and tenderness. Buland’s meticulous
realism captures worn clothing, simple surroundings and everyday objects,
emphasising the family’s humble circumstances.
O poema parte da contemplação de flores para refletir sobre a
passagem do tempo, a fragilidade e a beleza efémera da existência. O amarelo,
associado à luz, ao amadurecimento e também ao declínio, adquire um valor
simbólico. O sujeito poético observa a natureza com atenção e transforma uma
realidade simples numa meditação sobre a condição humana.
The painting shows two women
absorbed in a calm, solitary task—such as handwork or reading—highlighting a
pause from the rushing outside. The atmosphere is calm and contemplative,
suggesting the beauty of ordinary life and the quiet pleasures of home.
O poema reflete sobre a fragilidade das recordações e a
permanência do passado. A memória surge como espaço de afetos, perdas e
experiências que continuam a influenciar o presente. O sujeito poético
interroga aquilo que permanece e aquilo que se desvanece, revelando uma visão
simultaneamente nostálgica e lúcida.
A canção explora a construção do medo e da ameaça através da figura simbólica que representa aquilo que assusta, oprime ou perturba. A
voz poética confronta o monstro, recusando a submissão e afirmando a coragem, a
resistência e a liberdade individual.
This work of art presents
a quiet domestic scene, bathed in soft, natural light. A woman sits absorbed in
her knitting, her figure viewed from behind, creating a sense of intimacy and
gentle mystery. Warm brown and golden tones contrast with the cooler light
entering through the window. The carefully arranged interior conveys order and
tranquillity.
O poema celebra uma figura feminina que concilia experiência,
trabalho e liberdade. Inspirada no universo de Horácio, Sophia valoriza uma
vida plenamente vivida, onde a construção da casa e o cultivo da terra
coexistem com o desejo de aventura. As referências às sereias, à caça, à noite
e ao vinho evocam a dimensão mítica, sensual e convivial da existência. A
«errância» simboliza a liberdade de seguir o desconhecido, enquanto a partilha
final afirma a comunhão entre natureza, amor, viagem e poesia.