afinal eram apenas sonhos, ilusões
de uma realidade
fingida embora desejada, a pesca da
baleia inacessível
apesar de tantas vezes arpoada,
sempre a perderum
sangue indescritível, que o cosmos
reconstituía
se refazia no fulgôr de um vulcão,
erguido longe
no mare devolvia as forças ao velho capitão
insistente, indomável à proa do seu
barco
que um dia só ele afundaria.
No livro, Ishmael narra a busca
obsessiva de Ahab, capitão do navio baleeiro Pequod, por Moby Dick, o gigante
cachalote branco que, na viagem anterior do navio, arrancara parte da perna do
capitão.
The painting captures a
serene summer moment. Marie Krøyer sits relaxed in a deckchair surrounded by
blooming white roses. Dressed in a light and elegant dress, she blends
gently with the luminous garden atmosphere. Soft sunlight and loose brushwork
create a sense of warmth and intimacy. The composition reflects the calm beauty
of everyday life, emphasizing light, colour, and the tranquil charm of a Danish
seaside garden during the Skagen painters’ era.
Brain describes the tune
as "a simple, gently undulating song inspired by a long-held longing to climb
one of the hills in the Yorkshire Dales, a view I’d admired through the window
on countless journeys, always promising myself I’d walk it one day." When he
finally made the ascent, the experience was just as quietly revelatory as
anticipated: "a steady breeze seemed to carry me up the slope, and a cool river
below offered relief after the descent.” The song features guest vocals from
Natalie Wildgoose, who Brain notes “shares a deep connection to the Yorkshire
Dales and spends much of her time there."
Set within a rural
landscape shaped by memory and silence, the film follows several women whose
lives intersect across different periods of time. Their experiences echo one
another through fragments of family history, personal trauma, and unspoken
emotions, gradually forming a layered portrait of how the past reverberates
across generations.
If you cover a song,
always do it differently, and by Christ, this is different!Amy was genuine. Not a fake. Her singing style
is inspired by the great jazz, soul and gospel singers. I always agree with those who confess The Beatles created perfect songs. Right! But Amy and Joe Cooker turned two of them even better.
Na conferencia de imprensa do Festival de Veneza de 1983, do
qual Prénom Carmen recebeu o Leão de Ouro de melhor filme, Godard afirmou que
estava "interessado em ver as coisas, não antes de elas existirem, mas antes
que se lhes dê um nome". Na mesma entrevista, disse ainda: "Acho que, no
cinema, não pode haver senão histórias de amor". Godard costumava despistar os
jornalistas, mas, dessa vez, foi franco e exato, dando-lhes a melhor explicação
possível da simplicidade de Prénom Carmen, uma história de amor que, partindo
de um grande mito feminino já conhecido de todos, busca, paradoxalmente,
retroceder ao que existe antes do nome, antes da linguagem, antes do
conhecimento.
Nomear, como se sabe desde os tempos bíblicos, é dominar,
designar, classificar. Inversamente, não dizer o nome, ou regredir ao pré-nome,
é negar da história de Carmen aquilo que todos já conhecem, é arrancá-la da
ordem simbólica em que foi enquadrada pela tradição. É "contar" a sua história ao
invés de somente representá-la.
It portrays a tense,
surreal interior filled with silent, isolated figures. People sit stiffly on
wooden benches along bare walls, avoiding eye contact and appearing emotionally
disconnected. The muted palette and rigid symmetry create an atmosphere of anxiety
and confinement. Though the scene resembles an ordinary public waiting area,
the unnatural stillness makes it unsettling. Tooker, associated with Magic
Realism, uses precise detail and distorted perspective to suggest alienation
and the impersonal nature of modern life, turning a familiar setting into a
haunting psychological space.
Não
me dás um sinal vou p'la marginal a olhar p'ro rio
Ouço
a rádio a dar e está a tocar o que nos uniu
Passo
pelo Chiado, história em todo lado, o que tremeu
Um
dia meu amado agora passado no Rossio.
Quer tu esqueças ou guardes
mais cedo ou mais tarde vais-te lembrar
Que fomos como Lisboa e se isto não soa bem,
então não sei
O que mais irá, o que mais virá.
Vimos
esta paisagem como uma miragem, mas não foi
Ali
no miradouro das portas do Sol um nós surgiu
Canto
agora em Lisboa e mesmo que minta, diz se aí
Que
esta frase que digo de coração partido é p'ra ti.
E tu
estás cá ou estás fora um antes no agora em postal
Diz
não gostes de alguém que sonha p'ra além de Portugal.
A canção transforma Lisboa num símbolo vivo de um
relacionamento passado. A jovem cantora utiliza lugares marcantes da cidade,
como o Chiado, o Rossio e o miradouro das Portas do Sol, não apenas como
cenários, mas como pontos carregados de lembranças e emoções. Ao cantar “Que
fomos como Lisboa”, Nena sugere que o relacionamento, assim como a cidade, é
feito de camadas de história, nostalgia e uma beleza que resiste ao tempo,
mesmo depois do fim do amor.
The painting portrays a
gentle childhood moment set in nature. Two young girls lean over a shallow
stream, carefully retrieving a fallen doll from the water. Their body language
shows urgency mixed with tenderness. Soft natural light and earthy tones create
a calm rural atmosphere, while the flowing water adds movement. The scene
captures innocence, friendship, and the small dramas of childhood.
"A loucura é qualquer coisa que existe em todos nós, é mais um
receio que uma realidade. No fundo, o que é enlouquecer? É sair de uma
determinada norma, não é? É preciso muita coragem para se ser realmente louco."
Most of his paintings
are made from watercolour and are themed on landscapes, Polish folklore and his
daughters; his artworks are currently exhibited in numerous museums around
Poland and in private ownership. After the start of World War II he moved to
Warsaw, where he was killed during the Warsaw Uprising. This one describes Ola looking for beauty.
Mudou-se
para a nossa rua, a mulher que já foi tua
e perde o tempo à janela,
Se
passas ela sorri, mas não olha mais pra ti
por
me ver olhar p'ra ela.
Sabe
quando entras e sais, de onde vens, para onde vais
pois
é esse o seu desejo,
Que tudo faz p'ra te ver... e eu, tudo tento fazer
só
p'ra ela ver que eu vejo.
Há dias tive dó, porque assim que se viu só
foi
para dentro a chorar,
E eu
tive pena daquela que perde o tempo à janela
só
para te ver passar.
Mudou-se
p'rá a nossa rua, a mulher que já foi tua
p'ra
que junto dela passes,
Não
fez tudo o que devia, pois muito mais eu faria
se
por outra me trocasses.
Carolina nasceu em Hamburgo (Alemanha) a 12 de Abril de 1984
e veio para Portugal com apenas 5 meses, mais propriamente para Trás-os-Montes
na localidade de Aveleda, onde teve muito cedo o seu primeiro encontro com o Fado. Que voz tão fresca, num poema bem construído e com músicos excelentes. Comparando as cantadeiras, o original da Amália não é tão belo. Obrigado.
Culpei
os teus cachos d’ ouro como
se fossem castigo.
Esta
noite meu amor acordei
de um sonho lindo
Enlaçava
um cacho teu, ai no meu dedo mindinho.
Um,
um, um...
Enlaçaste
os braços(?) de uma
vez em mim como um cordão
Quero
saber se também é d’
ouro esse teu coração.
Esta jovem tem voz fresca, bucólica e introspetiva como raramente se ouve. O poema não é "conversa de café" é poesia com um bater feminino que procura a beleza e o mistério. São videos e canções assim, que nos dão esperança perante o panorama pobre que a música portuguesa atravessa. Obrigado.
É nómada digital tem escritório no quintal, teletrabalha no Minho
Fala estrangeiro de fora, coitada da Dona Aurora que não entende o vizinho
Gorro e flanela vestida, óculos e barba comprida, calça que não tapa a meia
Mata-se a tratar da horta, mas não sai da cepa torta. É a comédia da aldeia.
Tudo anda a murmurar que o viram fotografar a bosta dos animais
Não sei quantos .com ele deve passar fome. Arrobas não são quintais
A rir-se do lavrador de rato e computador enquanto apanha limões
Sobre o muro empoleirada, qual treinador de bancada, dá Aurora as instruções.
Arranca as ervas do chão
Pega assim na roçadeira
Leva o carrinho de mão
Puxa a corda do motor
Cava o galeiro em linha
Neste baile o mandador
É a chata da vizinha.
De todas as redondezas vêm ver estas proezas do lavrador estrangeiro
A tentar usar sachola sem saber vergar a mola é um circo no terreiro
A Aurora a dar ao braço vai mandando no compasso deste baile no quintal
Dança ela e as vizinhas mais o estrangeiro lingrinhas o baile neo rural.
O estrangeiro empreendedor trata a horta com primor
Já parece lavrador tudo graças à vizinha.
"Catrapana é um projeto do Agrupamento de Escolas de Ponte da
Barca que teve origem no Plano Nacional das Artes. Catrapana é um grupo de
percussão, dinamizado e coordenado por Rafael Freitas dos Gaiteiros de Bravães,
um apaixonado pelas diversas expressões culturais locais, constituído por
alunos do 2.º ciclo do ensino básico que procura tornar a arte mais acessível,
pela expressão da música popular, aos jovens alunos, na comunidade educativa,
através da participação, fruição e criação cultural."