Por
aquela serra acima vinte e quatro cegos vão
Ora
cegos vão, ora cegos vão!
Cada
cego tem seu moço, cada moço tem seu cão
Ora
tem seu cão, ora tem seu cão!
Por
aquela serra acima vai um gato reméu méu
Ora
reméu méu, ora reméu méu!
Que
lhe cortaram um ramo para a pruma do chapéu
Ora
do chapéu, ora do chapéu!
Por aquela quelha abaixo vai a roda do amolador
Ora
amolador, ora amolador!
Fura
pratos, mete gatos, tudo só c’um furador
Ora
furador, ora furador!
Por
aquela serra acima, vai o boi ao ferrador
Ora
ferrador, ora ferrador!
Vai
calçar uns sapatinhos, pr'a bailar com o Prior
Ora
c’o Prior, ora c’o Prior!
Por
aquela quelha abaixo, toca a gaita o capador
Ora
capador, ora capador!
Coitadinho
do porquinho da casa do regedor
Ora
regedor, ora regedor!
Por
aquela serra acima, cai foleca, gela ó pastor
Ora
o pastor, ora o pastor
Pula
o bode, espanta a cabra, nascem cabritos pr'ó calor!
Ora
pr’ó calor, ora pr’ó calor!
Por
aquela serra acima vinte e quatro cegos vão
Ora
cegos vão, ora cegos vão!
Cada
cego tem seu moço, cada moço tem seu cão
Ora
tem seu cão, ora tem seu cão!
O
cego dá pão ao moço, o moço dá pão ao cão!
Ora
pão ao cão, ora pão ao cão!
O
cão comeu a côdea e acompanha de leitão!
Ora
de leitão, ora de leitão!
"bendito" popular da Reguenga, Santo Tirso. As primeira e segunda quadras são populares, as restantes são de Napoleão Ribeiro.




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