Hey, Mé kié, Tracatá.
Anda
cá, José se queres a tua roupa lavada
Ai,
paga a uma lavadeira, paga a uma lavadeira.
Qu′eu não sou tua criada!
Qu'eu não sou tua criada, qu′eu criada não sou tua
Ai,
José se me não queres põe o chapéu, vai prá rua.
Hey
e vai pra e vai pra rua
Hey,
Mé kie, Díselo.
A tua roupa lavada qu'é aquilo que te cabe
Eu não quero ser ajudada! Ái, o tempo é de igualdade.
Eu não, eu não sou tua, eu não tua criada
Eu não, eu não sou tua, eu não tua criada.
Eu hei d'ir ao São João! Ai eu hei d′ir ao São João
Ai o me marido na queri! Ai o me marido na queri!
Deixai o la abalari! Ai deixai o lá abalari!
Ai eu farei o keu quiseri! Ai eu farei o keu quiseri!
O
qu′eu quiseri
Eu não sou tua criada nem princesa encantada,
já são tempos de igualdade
O teu mundo de vantagem já está fora de validade
Atrás de ti não vou, só caminho lado a lado
Sem script nem fantasia eu sou dona do meu fado
Não me visto pr'agradar, nem me calo p'ra evitar
Tenho voz, tenho corpo, tenho cabeça pra pensar
Fica tu em casa que eu vou trabalhar
Vou pra rua erguer sonhos que nao nasci para enfeitar
O género não é regra, nem sentença a cumprir
Nao há preto nem há branco, há mil formas de existir
A minha liberdade é raiz que não se arranca
E o amor, senão for libre não me serve nem o qu′eu quiseri.
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