Estas noites sempre iguais duras de mastigar
Entre dentes e punhais no vazio que por vezes me dás
Noite o teu tempo é canto passageiro
Fome de caminheiro peça sem tabuleiro.
Amanhã vivo mais cedo
Amanhã lembro quem és
Mais cedo que os nós que demos à vida
No amanhã que amanhece a teus pés.
Em noites frias de chuva na mão
Atiras para a vala o meu coração
Tempo de glória d’um amor livre
Que conta uma história de quem sobrevive.
Na tua noite lisa e suave deitada rosa
Num denso enclave descansa-me na tua brisa
No amanhã que amanhece a teus pés.
O fadista Ricardo Ribeiro disse que o seu novo álbum, "A Alma
Só Está Bem Onde não Cabe", a editar na próxima sexta-feira, é como "parte de
uma canção" de si mesmo, vem da vontade de estar desperto para o mundo.
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