Hey, Mé kie, Tracatá.
Anda
cá, José se queres a tua roupa lavada
Ai,
paga a uma lavadeira, paga a uma lavadeira.
Qu′eu
não sou tua criada, qu'eu não sou tua criada.
Qu′eu
criada não sou tua
Ai,
José se me não queres põe o chapéu, vai prá rua.
Hey
e vai pra e vai pra rua
Hey,
Mé kie, Díselo.
A
tua roupa lavada
Qu'é
aquilo que te cabe
Eu
não quero ser ajudada
Ai o
tempo é de igualdade.
Eu
não, eu não sou tua
Eu
não tua criada
Eu
não, eu não sou tua
Eu
não tua criada.
Eu
hei d'ir ao São João
Ai
eu hei d′ir ao São João
Ai o
me marido na queri
Ai o
me marido na queri.
Deixai
o la abalari
Ai
deixai o lá abalari
Ai
eu farei o keu quiseri
Ai
eu farei o keu quiseri.
O
qu′eu quiseri
Eu
não sou tua criada
Nem
princesa encantada
Já
são tempos de igualdade
O
teu mundo de vantagem
Já
está fora de validade
Atrás
de ti não vou
Só
caminho lado a lado
Sem
script nem fantasia
Eu
sou dona do meu fado
Não
me visto pr'agradar
Nem
me calo pra evitar
Tenho
voz, tenho corpo
Tenho
cabeça pra pensar
Fica
tu em casa
Que
eu vou trabalhar
Vou
pra rua erguer sonhos
Que
nao nasci para enfeitar
O
género não é regra
Nem
sentença a cumprir
Nao
há preto nem há branco
Há
mil formas de existir
A
minha liberdade
É
raiz que não se arranca
E o
amor, senão for libre
Não
me serve nem
O
qu′eu quiseri.
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