Nos
dias bons,
de
chuva,
os
dias em que nos quisemos
totalmente,
em
que nos fomos abrindo
um
ao outro
como
grutas secretas;
nesses
dias, amor,
o meu
corpo como cântaro
colheu
toda a água suave
que
derramaste sobre mim
e
agora,
nestes
dias secos
em
que me dói a tua ausência
e me
greta a pele,
a
água cai-me dos olhos
cheia
da tua lembrança
a
refrescar a aridez do meu corpo,
tão
vazio e tão cheio de ti.

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