Sentei-me a ler os poemas,
o mate na mão ainda fresco. (Nota: mate, bebida como chá, Argentina, terra da autora.)
De repente o vento abre a janela
e distrai-me, e eu levanto-me a fechá-la.
A gata, insistindo, obriga-me entretanto
a abrir-lhe a porta. A corrente
de ar arremoinha-me os pensamentos
e as folhas do livro,
ficando tudo novamente misturado e confuso.
Um par de borboletas brancas
voa por cima da hera.
Não deixo de olhar para elas,
não vá surgir do vaivém das suas asas,
novamente, o fio dos meus pensamentos
dispersos.
Leyendo Poemas
Me he sentado a leer los poemas
el mate recién preparado en la mano.
De golpe el viento abre la ventana
y me distrae. Me levanto a cerrarla.
Insistiendo, la gata me llevó recién
a abrirle la puerta. La corriente
de aire arremolina mis pensamientos
y las hojas del libro,
todo está de nuevo mezclado y confuso.
Una pareja de mariposas blancas
vuela sobre la hiedra.
No dejo de mirarlas, no sea que
del vaivén de sus alas surja
de nuevo el hilo de mis pensamientos
dispersos.
Por vezes, não precisamos de poesia lida, mas a que acontece em volta. Quando o olho informa o cérebro e o coração da existência de algo belo, misterioso e sacro, os versos transformam devagar o terrorismo da rotina.
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