Nos canteiros do meu corpo,
vem o amor colher as flores.
Jardineiro que me toca
como a brisa a lamber com sofreguidão as hastes virgens das
orquídeas.
O amor é o alimento que nutri
existências.
É nele que eu existo,
deleito-me
e descanso qual artesão
no fim do dia,
qual caminheiro no fim do caminho
qual criança que dorme
e sonha com chegares de andorinhas.
As mãos suaves do amor me desnudam.
Rodrigo Bro é mineiro em Belo Horizonte, tem 37
anos, e mantém um blog no portal "Recanto das Letras", onde publica os seus textos.

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