Descobri recentemente, que em Verona, a cidade de Julieta, há o Club di Giulietta, fundado em 1972, que dá ouvidos a milhares de cartas enviadas de todo o mundo para Julieta a pedir conselhos amorosos. São cartas de amor, de diversas formas: de alguém que pede a bênção para um relacionamento, ultrapassar problemas conjugais, que deseja engravidar e mesmo superar um luto. É aí, nesse local, que trabalham as secretárias de Julieta, respondem por carta – nunca por e-mail - a essas cartas, e as assinam como a própria Julieta. Ora, eu achei que era uma boa semente de trabalho.
Foi então que fui dar com o filme Hollywoodiano, Letters to Juliet, onde um casal jovem Sophie Hall e Victor viajam até Verona e, por um acaso, encontram o tal grupo de senhoras que responde às cartas. Ao ajudar essas voluntárias, Sophie encontra uma carta escrita em 1957 de uma senhora chamada Claire Smith-Wyman. Sophie responde à carta e a história continua...
Tenho receio, até medo, quando o cinema americano trabalha aspectos importantes da cultura europeia e os banaliza. É este o caso. Deveriam pagar uma taxa de insulto, afronta, enxovalho. Falta dimensão psicológica, poética, o mistério, o silêncio, nas personagens. Todavia, a perda de tempo não foi total, como demonstro nestes 'stills'.




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