Bárbara Bandeira - Manel




Aprendi cedo que nem todos vão

Há quem fique não para esperar,

mas para segurar o que fica quando eles partem.

Só que ninguém vive para sempre a segurar

Porque a felicidade também precisa de caminho.


Deixei os sonhos nas marés

Afoguei as lágrimas no peito

Vou esconder a dor no mar

E fazer a cama em que me deito.


Vazia como a casa que deixaste

Maldita a corrente que te levou

Vou prender a dor ao mar

P’ra saber que voltas, meu amor.


Quanto tempo o tempo tem?

Ai, o vento não traz mais que a saudade

Hoje, o meu Manel não vem

Vou beber da solidão, mas só eu sei a razão

Pra ser dele ou não ser de ninguém.


Enquanto não passa a tempestade

Eu cá me apego ao que ficou

Se voltar a ver o mar

Vou pedir que traga o meu amor.


Quanto tempo o tempo tem?

Ai, o vento não traz mais que a saudade (ah)

Hoje, o meu Manel não vem (não vem)

Vou beber da solidão, mas só eu sei a razão

Pra ser dele ou não ser de ninguém.


Oh, já não volto a ver o mar

Pois sei que não voltas, meu amor.


      Há canções que emocionam porque elas nos devolvem às nossas raízes. Este não é apenas um videoclip, nem apenas uma canção. É um abraço à terra, às pessoas, às memórias e à identidade portuguesa que tantas vezes esquecemos que carregamos. É caso para dizer que "Aqueles que passam por nós, não vão sós, não nos deixam sós. Deixam um pouco de si, levam um pouco de nós." Obrigado à Bárbara e ao Buba Espinho.


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