Aprendi cedo que nem todos vão
Há
quem fique não para esperar,
mas
para segurar o que fica quando eles partem.
Só
que ninguém vive para sempre a segurar
Porque
a felicidade também precisa de caminho.
Deixei
os sonhos nas marés
Afoguei
as lágrimas no peito
Vou
esconder a dor no mar
E
fazer a cama em que me deito.
Vazia
como a casa que deixaste
Maldita
a corrente que te levou
Vou
prender a dor ao mar
P’ra
saber que voltas, meu amor.
Quanto
tempo o tempo tem?
Ai,
o vento não traz mais que a saudade
Hoje,
o meu Manel não vem
Vou
beber da solidão, mas só eu sei a razão
Pra
ser dele ou não ser de ninguém.
Enquanto
não passa a tempestade
Eu
cá me apego ao que ficou
Se
voltar a ver o mar
Vou
pedir que traga o meu amor.
Quanto
tempo o tempo tem?
Ai,
o vento não traz mais que a saudade (ah)
Hoje,
o meu Manel não vem (não vem)
Vou
beber da solidão, mas só eu sei a razão
Pra
ser dele ou não ser de ninguém.
Oh,
já não volto a ver o mar
Pois
sei que não voltas, meu amor.
Há canções que emocionam porque elas nos devolvem às nossas
raízes. Este não é apenas um videoclip, nem apenas uma canção. É um abraço à
terra, às pessoas, às memórias e à identidade portuguesa que tantas vezes
esquecemos que carregamos. É
caso para dizer que "Aqueles que passam por nós, não vão sós, não nos
deixam sós. Deixam um pouco de si, levam um pouco de nós." Obrigado à
Bárbara e ao Buba Espinho.
Sem comentários:
Enviar um comentário