O
passado é a marca
do
nosso assombro,
o
vazio de amor que a experiência
nos
deixa dentro do peito.
(Só
a infância não tem memória
porque
nada brilhou antes dela)
Meu
passado é o saldo do nítido,
um
aroma, um amor, uma lua
sem
cuidado,
o
velho enigma em que hei-de amanhecer.
Tradução
de A.M.
Original:
El
pasado es la constancia
de
nuestro asombro,
el
hueco de amor que deja
la
experiencia en nuestro pecho.
(Sólo
la infancia no tiene memoria
porque
nada brilló antes que ella.)
Mi
pasado es el saldo de lo nítido:
un
aroma, un amor, una luna
sin
cautela,
el
viejo enigma en que amaneceré.
No poema, o passado surge como um testemunho persistente da
experiência humana, deixando sinais que o tempo não consegue apagar. A memória
assume um papel central, ligando o presente a acontecimentos, sentimentos e
aprendizagens anteriores. O título sugere que a identidade se constrói através
das marcas deixadas pela vida.

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