Antonio Hernández - O passado é a marca / El pasado es la constancia

 


O passado é a marca

do nosso assombro,

o vazio de amor que a experiência

nos deixa dentro do peito.


(Só a infância não tem memória

porque nada brilhou antes dela)


Meu passado é o saldo do nítido,

um aroma, um amor, uma lua

sem cuidado,

o velho enigma em que hei-de amanhecer.


  Tradução de A.M.


  Original:


El pasado es la constancia

de nuestro asombro,

el hueco de amor que deja

la experiencia en nuestro pecho.


(Sólo la infancia no tiene memoria

porque nada brilló antes que ella.)


Mi pasado es el saldo de lo nítido:

un aroma, un amor, una luna

sin cautela,

el viejo enigma en que amaneceré.


      No poema, o passado surge como um testemunho persistente da experiência humana, deixando sinais que o tempo não consegue apagar. A memória assume um papel central, ligando o presente a acontecimentos, sentimentos e aprendizagens anteriores. O título sugere que a identidade se constrói através das marcas deixadas pela vida.


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