Nenhum amor é total,
nenhum
amor desenha a latitude
e
longitude como linhas ideais;
na
massa em fusão
há
sempre uma impureza,
todo
o amor tem as suas fissuras
a
vigiar constantemente.
O
dia, raro atinge a sua ponta extrema.
O poema reflete sobre os limites inevitáveis do amor humano. O sujeito poético reconhece que qualquer relação permanece incompleta, marcada pela imperfeição, pela ausência e pela impossibilidade de entrega absoluta. Além disso, o poema valoriza a consciência da fragilidade afetiva, mostrando que amar implica aceitar falhas, distâncias e contradições. Assim, o amor surge simultaneamente como experiência e insuficiente, capaz de unir pessoas sem eliminar a solidão.

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