Lolita é uma das obras com o inglês mais rico e preciso da
literatura do século XX (o livro é do ano 1955) e, ao contrário das acusações
iniciais de pornografia que teve de sofrer, é talvez — e no que a muitos diz
respeito — o romance mais melancólico, elegante e lírico de quantos já foram
lidos.
A história é conhecida. Em 1947, um professor de meia-idade de
origem inglesa vai lecionar literatura francesa numa pequena cidade da Nova
Inglaterra e aluga um quarto na casa de uma viúva, mas só realmente decide
ficar quando vê a filha, uma adolescente de doze anos por quem fica totalmente
atraído. Apesar de não suportar a mãe da jovem casa-se com ela, apenas para
ficar próximo da filha. A jovem, por sua vez, mostra ser bastante madura para a
sua idade. Enquanto ela está num acampamento de férias, a mãe morre atropelada.
Sem empecilhos, o padrasto viaja com a enteada e diz a todos que é sua filha,
mas na privacidade ela comporta-se como amante. Porém, ela tem outros planos,
que irão gerar factos trágicos.
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