Indiferente
a tanta luz,
tantos
e tão mutuamente desmentidos
farrapos
de cor a adejar pelas encostas,
tanto
tráfego de cestos e tesouras,
tantos
risos, ordens, recriminações,
tanto
cheiro a mosto, estevas e suor
– o
rio segue vagaroso o seu destino.
Que
não é, como se sabe, perder tempo
a
namorar as margens.

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