E se
eu acabasse por chegar à conclusão
de
que - contrariamente a outras conclusões
a
que também tenho chegado algumas vezes -
não
existe ignição fora de mim?
Que
o fogo sou eu mesmo que o trago de raiz
e o
comunico à noite
-
por simples contacto, como num
cigarro
aceso se acende a outro cigarro.
Que
farias, noite, se isto fosse assim?
Apagavas-te,
submissa?
Continuavas
a arder como se nada fosse?
(Pelo
sim, pelo não, chamem os bombeiros.)

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