Este é o parecer mais bonito que já li de Lorca:
'Nem só de pão vive o homem. Se eu estivesse faminto e perdido nas ruas, não pediria só um pão — pediria meio pão e um livro.'
Lorca não falava só da barriga cheia, falava de alma alimentada. Atacava com coragem os que defendiam apenas as necessidades do corpo, esquecendo que a fome mais cruel é a do espírito. É fácil matar a fome com pão, mas quem, como Salomão, sacia a fome de sabedoria?
Sem a contemplação e a meditação de bons livros, o homem é reduzido a uma máquina, escravo de engrenagens que não sente, não pensa, não sonha.
A dor do estômago dura pouco. A dor da ignorância dura a vida inteira.

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