Entre
o vento e a navalha escolho o vento
Entre
verde e vermelho aquele azul
que
até na morte servirá de espelho
ao
vento que por dentro me deslumbra.
Entre
vento e cipreste escolho o Sol
Entre
as mãos que se dão a que se oculta
Entre
o que nunca soube o que já sobra
Entre
a relva um milímetro de bruma.
Por cada passo para a frente fica sempre alguma coisa para trás. O novo deslumbra, o que passou torna-se saudade. De uma maneira ou de outra crescemos na sabedoria, no espanto e na dúvida. Deste poema destaco o último verso, que também é meu.

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