Sempre
gostei dos livros
chamados
poemas reunidos
pela
ideia de festa ou de quermesse
como
se os poemas se encontrassem
como
parentes distantes
um
pouco entediados
em
volta de uma mesa
como
ex-colegas de colégio
como
amigas antigas para jogar cartas
como
combatentes
numa
arena
galos
de briga
cavalos
de corrida ou
boxeadores
num ringue
como
ministros de estado
numa
cúpula
ou
escolares em excursão
como
amantes secretos
num
quarto de hotel
às
seis da tarde
enquanto
sem alegria apagam-se
as
flores do papel de parede.
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