Penso
nos meus limites,
que
separam o poema que faço
do
que não posso fazer,
o
poema que escrevo
do
que não saberei escrever.
Limites
também, por isso mesmo,
naquilo
que amo
e do
que não poderei amar.
Limites
do que queria dizer
ou
ver ou ter.
Palavras
que daria
para
descobrir, palavras para ajudar.
Limites
do amor, palavras
não
o bastante valiosas
neste deserto inacabável.

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