Alfonso Costafreda - Os limites

 


Penso nos meus limites,

que separam o poema que faço

do que não posso fazer,

o poema que escrevo

do que não saberei escrever.

Limites também, por isso mesmo,

naquilo que amo

e do que não poderei amar.


Limites do que queria dizer

ou ver ou ter.

Palavras que daria

para descobrir, palavras para ajudar.

Limites do amor, palavras

não o bastante valiosas

neste deserto inacabável.


Sem comentários:

Arquivo do blogue