A minha avó trazia o cântaro
e enchia vagarosamente
os púcaros com água.
Eu ficava a olhar e
por um instante acreditava
que não havia mundo
fora dos muros do pátio
e que o estrangeiro era uma invenção
dos que perdem as chaves
ou o caminho de casa.
Há momentos, assim, que nos educam a ternura.

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