Somos o que somos:
a caravela retórica
ou os noivos coibidos de fazer amor,
o verão onde os ciganos se aquecem
ou os homens que coxeiam conforme as raças,
os joelhos e as coxas torneadas
dos artistas e dos visitantes
dos ritos religiosos,
as crianças que brincam nas lixeiras
controladas pelas forças policiais.
Somos o que somos:
um destino a escassas dezenas de metros do mar.
O homem pode ser limitado, pode não cumprir as tábuas de Moisés e Jesus Cristo, ele é como é, mas temos melhorado muito. Do poema gosto particularmente das "coxas torneadas dos artistas e dos visitantes dos ritos religiosos". Pois.

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