Morreste-nos


Morreste-me.


Andava eu sem ter onde cair vivo
Fui procurar abrigo nas frases estudadas do senhor Doutor
Ai de mim, não era nada daquilo que eu queria
Ninguém se compreendia e eu vi que a coisa ia de mal a pior.

Na terra dos sonhos, podes ser quem tu és, ninguém te leva a mal
Na terra dos sonhos, toda a gente trata a gente toda por igual
Na terra dos sonhos não há pó nas entrelinhas, ninguém se pode enganar
Abre bem os olhos, escuta bem o coração, se é que queres ir para lá morar.

Andava eu sozinho a tremer de frio
Fui procurar calor e ternura nos braços de uma mulher
Mas esqueci-me de lhe dar também um pouco de atenção
E a minha solidão não me largou a mão um minuto sequer.

Se queres ver o mundo inteiro à tua altura
Tens de olhar p'ra fora sem esquecer que dentro é que é o teu lugar
E se ás duas por três vires que perdeste o balanço
Não penses em descanso, está ao teu alcance e tens de o encontrar.


      "A gente já não sabe o que há-de fazer com a lua, gerou-se um curto-circuito no canal telepático e a caverna clandestina por detrás da cascata, onde os amantes se entregavam à eternidade, hoje não passa d'um moderno armazém de sucata." Como pudeste escrever estes versos, assim!? Até amanhã!


Sem comentários:

Arquivo do blogue