Amar
o perdido
deixa
confundido
este
coração.
Nada
pode o olvido
contra
o sem sentido
apelo
do Não.
As
coisas tangíveis
tornam-se
insensíveis
à
palma da mão
Mas
as coisas findas
muito
mais que lindas,
essas
ficarão.
O poema reflete sobre a fragilidade das recordações e a
permanência do passado. A memória surge como espaço de afetos, perdas e
experiências que continuam a influenciar o presente. O sujeito poético
interroga aquilo que permanece e aquilo que se desvanece, revelando uma visão
simultaneamente nostálgica e lúcida.

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