Chega
sempre
um
momento na vida
em
que deixamos
de
sentir-nos invulneráveis.
Torcemos
as
linhas da mão.
A
memória,
o ar
feliz,
os
gestos de ternura,
o
sal e a praia,
não
servem já
de
nenhum consolo.
Não são carnais.
Trad. A.M.
Original:
Siempre
llega
un
segundo en la vida
en
que uno deja
de
sentirse invulnerable.
Se tuercen
las
rayas de la mano.
La
memoria,
los
aires felices,
los
gestos de ternura,
la
sal y la playa,
no
representan ya
ningún
consuelo.
No
son de carne.
O poema explora a inevitabilidade do tempo e da memória, que transforma a realidade humana em algo maior. Espiritual? O tom intimista e
reflexivo evidencia a fragilidade humana perante perdas, mudanças e
expectativas. Há um caminho em direção à luz que não entendemos.

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