Da varanda do quarto
viam-se
em vez das aliterações
o vale
e os pinheiros bravos
a subir
o monte. Acordava-se assim
a ver as coisas
concretas. Como se
afinal
além da literatura houvesse
mundo: casas,
pessoas, pássaros que
voavam mesmo.
É preciso lembrar aos poetas que até o arco-íris tem os pés assentes na terra.

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