Sobra de todo o silêncio
o raro acorde
do teu nome.
A que solidão altíssima
me entregas
quando te deixas morrer assim
no abraço faminto
do tempo?
Como dizia Pablo
Neruda, a saudade é continuar a amar um passado que não passou. É recusar o
presente que nos magoa. É não ver o futuro que nos convida.

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