Havia luz demais no teu poema:
por isso esperámos pela noite. Escureceu na pequena
estação sobre a praia, mas o teu poema
continuava a brilhar no meio das notícias
levíssimas e das palavras que trocámos
por dentro da tarde. Ficámos assim muito tempo.
Nenhum de nós saberia dizer o que esperámos.
Apenas as palavras começaram a afastar-se,
para nós entendermos. Como a luz.
Desabafo sobre um poema de Nuno Júdice.

Sem comentários:
Enviar um comentário