Luís Filipe Castro Mendes

 


Havia luz demais no teu poema:

por isso esperámos pela noite. Escureceu na pequena

estação sobre a praia, mas o teu poema

continuava a brilhar no meio das notícias

levíssimas e das palavras que trocámos

por dentro da tarde. Ficámos assim muito tempo.

 

Nenhum de nós saberia dizer o que esperámos.

Apenas as palavras começaram a afastar-se,

para nós entendermos. Como a luz.


      Desabafo sobre um poema de Nuno Júdice.

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