José Luis García Martín

 

Nada digo que não tenha já sido dito.

Não procures novidades nos meus versos.

Amei sem ser amado, como tantos.

Fui jovem, como todos, sem o saber.

Pedi à arte coisas que tinha esquecido.

Apenas sei que de nada me serviram.

Tive um tesouro entre as mãos, tive

ouro e areia, luz e desconsolo.

Não procures novidades. O que digo

já tu pensaste e outros o disseram

com palavras mais belas que as minhas.

Escrevo apenas para matar o tempo.


      Sr. José, haverá sempre oportunidade de criar versos verdes.

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