Inger Hagerup - Detalhe de uma paisagem invisível de novembro


No meio do país de névoa que se chama eu 
há um velho sinal de trânsito sem caminho. 

Ali está assinalando com a sua carcomida flecha 
até aos pântanos e quilómetros de neblina. 

Em vão procuro nomes e sinais. 
Nevões e chuvas tudo apagaram. 

Ali esteve uma vez o caminho para que me encaminhava. 
Quando desapareceu e quando me perdi? 

Vou às cegas como um invisual até essa palavra 
que me indicaria o caminho da minha casa. 

No meio do país de névoa que se chama eu 
há um sinal sem caminho que me assusta.


      Não tenha medo, havemos de chegar a casa Sr. Inger.

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