A
dor não me pertence.
Vive
fora de mim, na natureza,
livre
como a electricidade.
Carrega
os céus de sombra,
entra
nas plantas,
desfaz
as flores.
Corre
nas veias do ar,
atrai
aos abismos,
curva
os pinheiros.
E
em certos momentos de penumbra
iguala-me
à paisagem,
surge
nos meus olhos
presa
a um pássaro a morrer
no
céu indiferente.
Mas
não choro. Não vale a pena!
A
dor não é humana.
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