Onde montanhas não são
levantamentos
íngremes de terra. Onde rios
não são cursos
de água que se vão lançar no
mar,
nos lagos, noutros rios. As
casas
não têm paredes ou tecto,
ruas
não são vias de acesso,
caminhos não vão
de um ponto a outro e os
pontos não põem
fim, não abreviam, não são
laçadas na malha
da lã ou nas voltas da
linha. Por sua vez,
linhas não são fios, nem
fibras, nem traços.
Não há sulcos na palma das
mãos. Não há frentes
de combate. Linhas não são
rumos
ou normas. O Equador não é o
anel extremo do globo
e as superfícies esféricas
não se chamam esferas.
Não há moedas. O espaço
ilimitado, indefinido
no qual se movem os astros é
a terra, enquanto
acima das cabeças, pregados
pelo horizonte, densos,
amarelos, vão jardins em
movimento. Venta.
Há um vento constante, há um
canto constante.
Pode-se ver a música, de
terraços, belvederes
e torres instaladas para tal
finalidade. Mundo
em que se ganha o que se
perde.
Toda pedra é pérola. Onde o
amor
é entre duas mulheres.
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