Amigo:
a tua próxima presença
anuncia-me
o mistério ainda não revelado.
Virás
como o sonho, na noite, caído sobre as pálpebras
e como a alvorada debruçada sobre o mundo...
Virás
com o teu verbo quente e a tua mão leal
para
o aperto solidário que nenhum poder separará.
Virás
juntar a tua vida à minha vida,
comer
o mesmo pão, sugar o mesmo sol.
E
virás, com o silêncio das horas em que as nossas bocas não saberão falar,
Para
selarmos num poema eterno o milagre das nossas almas reveladas,
A
fecundar a poesia viva as nossas vidas que não queremos estéreis e ignoradas.
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