a Isidoro de Blas
Que esforço!
Que esforço do cavalo
para ser cão!
Que esforço do cão para ser andorinha!
Que esforço da abelha para ser cavalo!
E o cavalo,
que flecha aguda ele exprime da rosa!
que rosa parda levanta do seu beiço!
E a rosa,
que rebanho de luzes e alaridos
ata no vivo açúcar do seu tronco!
E o açúcar,
que pequenos punhais sonha em sua vigília!
E os punhais diminutos,
que lua sem estábulos, que corpos nus,
pele eterna e rubor, andam a procurar!
E eu, pelos beirais,
que serafim de chamas busco e sou!
Mas o arco de gesso,
que grande, que invisível, que diminuto!
sem esforço.
Só muda quem é inteligente mas o que é importante não muda.
Que esforço!
Que esforço do cavalo
para ser cão!
Que esforço do cão para ser andorinha!
Que esforço da abelha para ser cavalo!
E o cavalo,
que flecha aguda ele exprime da rosa!
que rosa parda levanta do seu beiço!
E a rosa,
que rebanho de luzes e alaridos
ata no vivo açúcar do seu tronco!
E o açúcar,
que pequenos punhais sonha em sua vigília!
E os punhais diminutos,
que lua sem estábulos, que corpos nus,
pele eterna e rubor, andam a procurar!
E eu, pelos beirais,
que serafim de chamas busco e sou!
Mas o arco de gesso,
que grande, que invisível, que diminuto!
sem esforço.
Só muda quem é inteligente mas o que é importante não muda.
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