Depois de um silêncio
absoluto sobre o facto de ser Nobel da Literatura, o escritor-compositor
norte-americano acabou por confidenciar, quinze dias depois, ao jornal
britânico The Telegraph “É incrível, é difícil de acreditar”, “Quem sonharia
com algo assim?” acrescentando que “ficou sem palavras”.
Quanto às declarações da secretária-permanente Sara Danius, que comparou a sua
obra à de Homero ou Safo, o norte-americano respondeu assim: “Suponho que sim,
de certa forma algumas das minhas canções – “Blind Willie McTell”, “The Ballad
of Hollis Brown”, “Joey”, “A Hard Rain”, “Hurricane”, e algumas outras – são
definitivamente homéricas em valor.”
Se o poeta-cantor diz que ficou “sem palavras” é porque já conhece a plenitude poética.
Quanto às canções nenhuma será tão homérica como Blowing in the Wind, que
enumera a constante odisseia da humanidade na procura de paz, pão e justiça num
confronto constante com a indiferença. Foi, é e será um texto de todos os
tempos. Todas os outros poemas estão dentro desse.

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