Gonzalo Fragui - As mulheres e a filosofia

É sempre o mesmo

Um tipo propõe um amor platónico
e elas respondem com um ódio aristotélico.

1 comentário:

David Barbosa disse...

O problema é esse: o amor platónico não permite ver e aceitar a realidade da mulher. Procura-se sempre uma outra mulher na mulher real, ama-se um ideal, um fantasma. Com essa cegueira não vemos o ser de carne e osso que está ao nosso lado, não pressentimos a sua alma, os seus sonhos, os seus desejos.

A mulher, se é aristotélica, não odeia, ao contrário do que diz levianamente o poema, ela aceita a realidade, não a alucina, não a transfigura, vive mais rente ao chão, mais próxima dos elementos naturais, é mais simples, mais limpa, sabe que a realidade é suficientemente rica...mais rica que as construções platónicas.

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