O meu pequeno cão branco e eu
entrámos e saímos em todas as portas.
Procuramos-te a ti. Procuramo-nos a mim.
Choramos e passamos frio.
A chuva dá grandes voltas no largo.
Faz círculos em crescendo.
Não sei aonde vou nem onde estou
com o meu pequeno cão.
O mundo é grande. E tu és grande.
Onde terminam o caminho e a viagem?
Escuto o aguaceiro,
o meu pequeno cão ladra docemente.
Não te encontro. Não me encontro.
Contigo me perdi.
O meu cão olha entristecido
e aperto a minha cara contra as suas orelhas.
O poema é de Silja Walter, 1919 – 2011, escritora suíça e monja beneditina que nos sugere a fidelidade ao cão que vive dentro de nós, no lugar onde o fogo não devora o fogo.
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