
O arquiteto católico Paolo Portoghesi afirmou a um grupo de jovens em Roma, que o projecto de reevangelização precisa «de uma arte que saiba distinguir entre beleza autêntica e ilusória, uma arte da qual se começam a ver sintomas encorajadores mas que ainda não conseguiu afirmar-se e que se move com timidez face ao coro de uma crítica monocórdica» que privilegia o mercado e a «autocelebração».
É necessário «distinguir entre uma “autêntica” beleza» que «atrai para o alto» e uma «beleza ilusória» que «aprisiona»: enquanto a primeira é «essencial», a segunda é a «antítese» porque está na base da secularização, do niilismo do eclipse do divino» na sociedade.
«Este discurso», acrescentou, «aplica-se igualmente à arte contemporânea, que já não tem como objetivo central a beleza mas a estética e em muitos casos elogia a negação da beleza como uma dimensão do “espírito do tempo”».
Imagens da Biblioteca do Vaticano

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