Gostam
de ser cumprimentadas
nas
praças
e de
ter o primeiro lugar
à
mesa dos banquetes
são
calculistas
formigas
carreiristas
cheias
de sucesso
e
tudo usam e tudo gastam
indistintamente
porque
são altas as suas entropias
e
depois não sabem dar
os
bons-dias às mulheres-a-dias.
As mulheres retratadas procuram reconhecimento público,
prestígio e posições de destaque, revelando um comportamento calculista e
competitivo. A expressão «formigas carreiristas» associa ironicamente o
trabalho à ambição desmedida. O verso final denuncia a contradição entre o
sucesso social e a ausência de respeito humano, particularmente perante as
mulheres que desempenham trabalhos domésticos. Com ironia e linguagem
coloquial, a autora questiona os valores de uma sociedade hierarquizada.

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