Renasce
em ti mesmo.
Multiplica
os teus olhos, para verem mais.
Multiplica
os teus braços, para semeares tudo.
Destrói
os olhos que tiverem visto.
Cria
outros, para as visões novas.
Destrói
os braços que tiverem semeado,
Para
se esquecerem de colher.
Sê
sempre o mesmo.
Sempre
outro.
Mas
sempre alto.
Sempre
longe.
E dentro de tudo.
Cecília Meireles apresenta a renovação como condição
essencial para viver plenamente. O poema valoriza a mudança interior,
convidando o sujeito a libertar-se do passado e a acolher novas possibilidades.
A repetição do verbo «renovar» reforça o carácter imperativo e transformador da
mensagem. A natureza surge como referência de ciclos e renascimento, sugerindo
que tudo se transforma continuamente.

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