E o
amor transformou-se noutra coisa com o mesmo nome.
Era
disto que falavam as mães quando davam conselhos
ás
filhas e diziam: o amor vem depois. Era isto o depois.
Uma
ternura simples, quase dolorosa, muitos silêncios,
todas
as horas do dia e um poema que se dissolve dentro
de
mim e que, devagar, sem rosto, desaparece.
O poema aborda a transformação do amor, que, sem desaparecer
completamente, adquire uma natureza diferente e inesperada. A expressão «outra
coisa com o mesmo nome» traduz a distância entre o amor idealizado e a
realidade vivida. Os conselhos maternos, associados à ideia de que «o amor vem
depois», ganham um significado melancólico, revelando a descoberta de uma
ternura silenciosa, quase dolorosa. A pintura é de

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