A
lua é a mãe do patético e da piedade.
Quando,
no mais fastidioso fim de Novembro,
a sua velha luz se alonga pelos ramos,
frágil,
lentamente, dependendo deles;
Quando
o corpo de Jesus queda num palor,
humanamente
próximo, e a figura de Maria,
tocada
pelo orvalho, se recolhe num abrigo
feito
de folhas, que apodreceram caíram;
Quando
sobre as casas, uma ilusão dourada
traz
de volta uma época primitiva de paz
e sonhos pacificadores às pantufas no escuro –
A
lua é a mãe do patético e da piedade.
A tradução é de Jorge Fazenda Lourenço e a pintura de
O poema explora a relação entre imaginação e realidade
através da imagem da lua. O poeta sugere que a perceção do mundo depende do
olhar humano, transformando o real em algo simbólico e subjetivo. Assim, o
poema valoriza a criatividade como forma de interpretar e reinventar a
realidade.

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