desperdiçávamos
o tempo
a
ordenar num álbum as fotos do Verão
para
as olhar um dia com saudade
juntávamos berlindes, pedras
livros, cartas, poemas
adiávamos
assim a felicidade, a vida
ainda
não sei porquê
nem
sei para quando.
Trad. A.M.
O poema exprime a inevitabilidade do tempo e a tensão entre
espera e medo. O futuro surge como algo certo, quase ameaçador,
independentemente da nossa vontade. A voz poética revela fragilidade perante o
desconhecido, mas também aceitação: chegará, queira-se ou não. Assim, o poema
reflete sobre a condição humana, suspensa entre esperança, ansiedade e
resignação, num mundo sempre incerto e transitório para todos.

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