Jesús Jiménez Domínguez - A ponte no nevoeiro / El Puente en la niebla



Detenho-me

a meio do caminho

e escuto.


Num extremo

aquele que fui grita-me:

Espera-me!


No outro,

aquele que serei sussurra-me:

Segue-me.


E a ponte, eterna,

não aguenta o peso dos três.


  Original:


Me detengo

a mitad del recorrido

y escucho.


En un extremo

aquel que fui me grita:

¡Espérame!


En el otro,

el que seré me susurra:

Sígueme.


Y el puente, eterno,

no aguanta el peso de los três.


      O poema explora a incerteza e a transição através da metáfora da ponte envolta em nevoeiro. A névoa simboliza o desconhecido, enquanto a travessia sugere um processo interior de mudança ou busca. O ambiente é introspectivo e melancólico, convidando à reflexão sobre decisões e caminhos de vida. A linguagem é simples mas evocativa, criando uma atmosfera densa que reforça a ambiguidade e a fragilidade da experiência humana.


Sem comentários:

Arquivo do blogue