Excerto do livro Cântico dos Cânticos

 


Levou-me o meu amado pelas câmaras da festa,

e era o amor o estandarte que ele abria sobre mim.


- Dai-me bolos de passas, reanimai-me

com maçãs. Porque eu estou doente de amor.


O seu braço esquerdo está debaixo da minha cabeça,

o seu braço direito aperta-me fortemente.


Suplico-vos, ó raparigas de Jerusalém,

pelas gazelas, pelas corças dos campos,

não acordeis, não acordeis o meu amor, antes que ele

o deseje.

             

        Tradução de Herberto Helder


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