Quando
um ramo de doze badaladas
se
espalhava nos móveis e tu vinhas
solstício
de mel pelas escadas
de
um sentimento com nozes e com pinhas,
menino
eras de lenha e crepitavas
porque
do fogo o nome antigo tinhas
e em
sua eternidade colocavas
o
que a infância pedia às andorinhas.
Depois
nas folhas secas te envolvias
de
trezentos e muitos lerdos dias
e
eras um sol na sombra flagelado.
O
fel que por nós bebes te liberta
e no
manso natal que te conserta
só
tu ficaste a ti acostumado.
in, O Dilúvio e a Pomba, 1979
No poema, o amor é apresentado em alguém no que era e no que se tornou. As palavras escolhidas são belissimas mesmo a descrever o desencanto.

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