Se
te despedires, fá-lo de mansinho,
nada
de brusquidão.
Não
me digas: 'Vamos estar um tempo sem nos ver'.
O
que é o tempo?, responder-te-ia.
Uma
ponte entre o adeus e o reencontro?
Se
te despedires, que o teu adeus me conforte,
que
seja o bálsamo de minhas feridas,
que os teus lábios me digam: 'até depois',
'fazes
já parte da minha vida',
que
eu possa sentir que em todo o momento
nossas
mãos se buscarão na sala de espera
e
falaremos de amores, de como passa o tempo,
de
quão interessante te acho.

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