Uma caixinha pequena
escondida no fundo de outra caixa.
Uma caixa singular
em que cabe
a diária realidade,
a noite,
o pranto
Uma caixinha dentro de outra,
o coração.
(Trad. A.M.)
Original:
Una cajita pequeña
escondida en el fondo de una caja.
Una caja singular
en la que cabe
la diaria realidad,
la noche,
el llanto.
Una cajita adentro de una caja,
el corazón.
O poema explora a memória, a intimidade e o valor simbólico
dos pequenos objectos. A "caixinha" surge como metáfora do mundo interior, onde
se guardam emoções, segredos e recordações. A linguagem simples reforça a
delicadeza do tema, evocando nostalgia e afecto. O poema sugere que, apesar do
seu tamanho reduzido, esse espaço contém uma imensidão emocional, revelando a
importância das experiências pessoais na construção da identidade.

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