Os
pais sempre cientes levam sua vida a achar
que
as ideias presentes, outrora por concretizar,
são
dignas de respeito mesmo causando dor.
Creem
no direito de suplantar amor
em
troca de trabalho.
Oh,
não!
Não
endeuso minha gente.
O meu tempo é de franqueza e sangro de remexer a terra.
"Podia
morrer agora que estava tudo bem".
Assim,
na horizontal, disseste tu depois do amor,
enfim, podias ir e nada ficava por fazer.
Como
a suicide tree, caías tu por terra.
Ao
fim de penetrar, floresces tu de uma só vez,
enfim, contente com o propósito de tudo isto.
Eu
também poderia perecer depois de ser toda mulher,
mas
preferia balançar na vertical.
Eu
sou mais que flor, eu sou fruto dessa espera que não cessa
e
anda às voltas sem cuidado, porque a ânsia é grande
de sentir de novo adrenalina a correr no corpo mole.
Se
ficar passiva para sempre, nunca mais terei prazer
em
ver o vento afastar a nuvem escura que só cobre a minha copa,
pronta
a verdecer e cheia de docinho para dar.
Vou
partir, voar, sem sair do coração mudar de sotaque mesmo a meio da canção,
para
me sentir mais perto de todos os povos desta terra,
francamente farta de nos ter por cá.
Deixem-me
ficar só mais um pouquinho que apesar de já estar pronta
para
ir para o outro lado queria ainda provocar uma catarse coletiva.
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