É um
bem que me roubem e explorem;
um
bem que saibam quanto valho (nada);
um
bem que espreitem, que circulem
incólumes,
que amedrontem e persigam;
um
bem que me desprezem e destruam
e um
bem maior ainda que me ignorem,
porque
é preciso pagar, e caro, a vida.
Versos do tempo da ditadura em Porugal, o tempo do Estado Novo. Cada um descreve de modo irónico a vida nesse tempo. A pintura é de Jose Antonio Pantoja Hernandez.
Sem comentários:
Enviar um comentário