"As
coisas belas,
as
que deixam cicatrizes na memória dos homens,
por
que motivo serão belas?
E
belas, para quê?
Põe-se
o sol porque o seu movimento é relativo.
Derrama
cores porque os meus olhos vêem.
Mas
por que será belo o pôr do Sol?
E
belo, para quê?
Se
acaso as coisas não são coisas em si mesmas,
mas
só são coisas quando coisas percebidas,
por
que direi das coisas que são belas?
E
belas, para quê?
Se
acaso as coisas forem coisas em si mesmas
sem
precisarem de ser coisas percebidas,
para
quem serão belas essas coisas?
E
belas, para quê"
Com linguagem sensível, o eu lírico convida o leitor a olhar o mundo com mais atenção e gratidão. Através dessa contemplação, revela-se que a verdadeira beleza não está no extraordinário, mas no que é comum e autêntico. São belas para quê? Para através do mistério podermos compreender a possibilidade de Deus existir.

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