O homem que inventou as rosas de plástico
morreu.
Reparem na sua importância:
as suas flores imperecíveis e imaculadas nunca
murcham
mas resolutamente velam o seu túmulo através da
escuridão.
Ele não compreendeu a beleza nem as flores,
que enredam os nossos corações em redes suaves
como o céu
e nos prendem com um fio de horas efémeras:
as flores são belas porque morrem.
A beleza sem o seu lado perecível
torna-se seca e estéril, um palco abandonado
com uma floresta de enganos. Mas a realidade
dá razão à invenção deste homem; ele conhecia a
sua época:
uma visão do nosso tempo impiedoso revela-nos
homens artificiais cheirando rosas de plástico.
Original:
The Man
who invented the plastic rose is dead,
Behold
his mark.
His
undying flawless blossoms never close
But guard
his grave unbending through the dark.
He
understood neither beauty nor flowers,
Which
catch our hearts in nets as soft as sky
And bind
us with a thread of fragile hours,
Flowers
are beautiful because they die.
Beauty
without the perishable pulse
Is dry
and sterile, an abandoned stage
With
false forests. But the results
Support
this man’s invention. He knows his age;
A vision
of our tearless time discloses
Artificial men sniffing plastic roses.

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