acho
que vou fazer uma visita ao Inferno.
Não
importa que seja muito longe.
Partirei
de manhã como se estivesse a sair para o trabalho,
voltarei
à noite como se tivesse saído do trabalho.
Não
te esqueças das refeições, mastiga bem os alimentos antes de engolir,
certifica-te
que desligas o gás quando saíres
e
não te preocupes comigo.
O
inferno deve ser um lugar onde vivem pessoas.
Se
eu for para o Inferno para ganhar a vida
poderei finalmente tornar-me uma pessoa.
Este poeta da Coreia do Sul, nascido em 1950, descreve a ira de um trabalhador, que apesar de dar o seu melhor, nunca conseguiu ser alguém, uma pessoa. Esse homem, que ainda não é pessoa, escreve um bilhete à sua mãe.

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